Os brinquedos sexuais não servem todos para a mesma coisa. Alguns estimulam apenas o clitóris, outros entram na vagina, outros combinam várias zonas ao mesmo tempo e há ainda modelos pensados para pénis, próstata, prazer anal ou utilização a dois. A melhor forma de escolher não é procurar o brinquedo “mais potente” ou com mais funções, mas perceber primeiro que parte do corpo queres estimular e que tipo de sensação procuras.
Se preferes estimulação externa, começa pelos vibradores clitorianos. Há modelos pequenos e precisos, vibradores de dedo, formatos mais largos e varinhas mais potentes. São uma boa escolha para começar porque não exigem penetração e permitem controlar facilmente posição, pressão e intensidade.
Os sugadores de clitóris também são externos, mas a sensação é diferente. Em vez de vibração direta, utilizam ondas de pressão ou pulsação de ar à volta do clitóris. Costumam proporcionar uma estimulação mais concentrada e podem ser especialmente interessantes para quem não gosta de ter um vibrador pressionado diretamente sobre a zona mais sensível.
Se gostas de penetração com vibração, vê os vibradores Ponto G. A curva, a largura e a firmeza do brinquedo são mais importantes do que o comprimento. Para começar, um modelo fino e flexível costuma ser mais fácil de usar; quem já sabe que gosta de pressão interna pode preferir formatos mais firmes e pronunciados.
Os vibradores duplos juntam estimulação interna e externa no mesmo brinquedo, normalmente com um braço para o ponto G e outro para o clitóris. Aqui, o encaixe faz toda a diferença. Um modelo flexível e adaptável costuma funcionar melhor do que simplesmente escolher o maior ou mais potente.
Se o objetivo é introduzir um brinquedo no sexo a dois, vê os vibradores para casal. Há modelos que ficam entre os corpos durante a penetração, anéis vibratórios, brinquedos controlados à distância e formatos pensados para estimular duas pessoas ao mesmo tempo. Não precisam de substituir aquilo que já fazem: podem simplesmente acrescentar outra sensação.
Para prazer anal e estimulação da próstata, escolhe sempre brinquedos próprios para essa utilização na coleção de estimuladores anais. Devem ter uma base de segurança que impeça a entrada total no corpo. Se estás a começar, escolhe um formato pequeno e afunilado e avança gradualmente. Para a próstata, procura modelos com uma curva própria para pressionar essa zona.
Os masturbadores masculinos podem ser tão simples como uma manga texturada controlada pela mão ou incluir vibração, sucção, rotação e movimento automático. Uma manga manual dá mais controlo sobre ritmo e pressão; um modelo elétrico acrescenta sensações e pode fazer parte do movimento por ti. Mais tecnologia não significa necessariamente mais prazer — depende do tipo de estimulação que preferes.
Se nunca usaste um brinquedo sexual, não precisas de começar pelo modelo mais completo. Um brinquedo simples ajuda-te a perceber aquilo de que realmente gostas antes de acrescentares mais intensidade, penetração ou funções. E se estás entre dois tamanhos, normalmente faz sentido começar pelo mais pequeno.
Usa lubrificante íntimo sempre que houver penetração ou atrito e verifica que tipo é compatível com o material do brinquedo. Nos brinquedos de silicone, um lubrificante à base de água é normalmente a opção mais simples. Para utilização anal, usa uma quantidade generosa porque o ânus não produz lubrificação natural.
Depois de usar, limpa sempre as zonas que estiveram em contacto com o corpo de acordo com as instruções do fabricante e deixa o brinquedo secar completamente antes de o guardar. Bateria carregada, lubrificante por perto e brinquedo limpo resolvem grande parte da logística — o resto é perceber o que te sabe bem.