É uma consulta. Então? Gostaste? Sim. Tiveste orgasmo? Não. Ah. E pronto. De repente, parece que falta qualquer coisa.
Ninguém pergunta isso depois de beijar alguém. Ninguém acaba um beijo e pergunta: “Mas chegaste a alguma coisa?”. Um abraço também não precisa de um resultado. Nem uma massagem. Até comer uma coisa muito boa pode simplesmente acabar porque acabou.
No sexo precisamos de uma prova. E o orgasmo é uma prova excelente porque é simples: aconteceu ou não aconteceu? Mas o orgasmo é uma momento tão pequeno comparado com tudo o que pode acontecer.
Podemos estar durante horas a beijar, a tocar, a ficar nuas, a rir, a suar, a experimentar coisas, a ficar pele na pele, sem pressa nem pressão, numa troca de prazeres desorganizados.
Há sexo que não acaba com um orgasmo e foi óptimo. Há sexo que acaba com um orgasmo e foi uma merda.